Teve uma consultoria em que passei boa parte do tempo sem saber se estava fazendo certo. No fim, foi a cliente que mais gostou do resultado final.

Ela sabia exatamente como queria cada coisa, no milímetro, mas o "exatamente como queria" mudava o tempo todo. Uma hora, ela tinha certeza absoluta de uma cor; horas depois, já estava em dúvida se não deveria ser outra. Pedia incontáveis ajustes, eu ajustava, ela pedia de novo, mesmo quando o contrato já tinha fechado o escopo.

E não pense que ela era uma pessoa difícil de lidar; pelo contrário! Ela era gentil, divertida e engraçada. Só era extremamente insegura com as próprias escolhas e precisava que tudo em volta fizesse sentido de um jeito muito específico pra ela se sentir em paz.

No começo, tentei o processo de sempre. Eu trazia duas ou três opções, explicava o porquê de cada uma, e deixava ela escolher. Só que isso não ajudava. Mais opções pra alguém inseguro não trazem clareza; trazem mais dúvida. Cada escolha nova virava outro motivo pra reabrir uma decisão que já parecia fechada.

Foi aí que mudei de método.

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