Se você já tentou decorar um ambiente sozinha e travou na pergunta "qual é o meu estilo mesmo?", pode parar de se cobrar por isso agora. Essa pergunta, do jeito que normalmente é feita, não tem nenhuma resposta boa.
Outro dia, durante uma reunião de briefing com uma cliente, ela me falou assim: "Acho que tenho uns 80% de clássico, uns 20% de contemporâneo... ou será que é meio a meio? E tem um pouco de escandinavo também, sei lá." E foi ficando mais perdida a cada porcentagem que inventava.
Detalhe: ela já tinha comprado móvel avulso, comprava uma peça, encostava, comprava outra, e no fim nada conversava. Ela jurava de pé junto que o problema era não ter escolhido um estilo antes de começar.
Aposto que, se você parar pra pensar na sua própria casa, vai reconhecer o mesmo sintoma: uma peça daqui, uma referência dali, e a sensação de que devia existir um rótulo único que organizasse tudo isso. Só que você nunca acha esse rótulo, e aí, trava.
Aqui vai o que eu descobri depois de anos fazendo esse tipo de consultoria:

